quinta-feira, 7 de maio de 2009

A volta dos que não foram!

Bom... tudo certo pessoal?
Queria abordar um assunto que acredito ser muito pertinente, principalmente nesse final de temporada onde mais do que nunca a questão "Existe um Destino?" bate à nossa porta. Ao mesmo tempo que surge uma possibilidade de se alterar o rumo da história, as aparentes mudanças continuam corroborando com a máxima que diz que "o que aconteceu, aconteceu".

Então, é a partir desse ponto que introduzo minhas proposições afim de tentar esclarecer algo sobre o que acredito ser a condução mais provável do tema "Viagem no Tempo" em LOST. Digo isso após analisar as várias referências espalhadas pelo seriado em suas diversas temporadas - desde as mais embasadas como "A Brief History Of Time" [Uma Breve História do Tempo] de Stephen Hawking ou de clássicos hollywoodianos como "De Volta para o Futuro".


A primeira coisa que destaco pra levar adiante meu raciocínio é um detalhe comumente ignorado: qual é o tipo de deslocamento temporal do agente?
Já explico.
- Antes de mais nada precisamos considerar se o viajante se desloca no tempo ou se ele desloca do tempo.
Parece maluquice, eu sei. Mas se analisarmos as duas situações veremos que fica muito mais fácil considerar as possibilidades abordadas na série.

• Se fulano se transportasse DO tempo ele estaria fazendo algo parecido como "rebobinar uma fita de vídeo cassete". Ele estaria voltando junto com esse tempo anulando o que aconteceu depois. Reconstruindo o tempo [como aquela cena nonsense do filme Superman em que ele gira a Terra ao contrário pra retroceder o tempo. ¬¬ ele voltou no tempo junto com todos no planeta]. Nesse caso [quem gravava tudo que passava na TV em fitas se lembra], a partir do momento em que rebobinamos e começamos a "gravar" o que já "tinha acontecido" é sobreposto pelos novos fatos.

• Agora se consideramos que o indivíduo se transporta NO tempo, estamos afirmando que ele tem a capacidade de se deslocar pela linha do tempo podendo reviver coisas que já aconteceram sem "apagar" o futuro. Mesmo que ele consiga alterar o futuro que ele conhecia será apenas um novo futuro. O outro ainda existirá, seja numa outra dimensão ou noutra realidade. O que acontece nessa situação é que o "referencial" de passado, presente e futuro fica distorcido: o cidadão passa a ter uma linha temporal com uma sequência caótica.
Obviamente precisamos deixar de lado todos os prováveis paradoxos decorrentes disso. Recomendo, pois é o que os autores estão fazendo. =P

Pra exemplifcar isso eu desenhei uma Linha Temporal de LOST [bem resumida] pra ilustrar como corre o tempo pros que participaram da "história da Ilha". Os anos se seguem de forma linear, no entanto o que pra nós expectadores é passado [como o ano de 1977, por exemplo] pra alguns dos losties é presente. E se considerarmos eles em 2004, quando caíram na Ilha, 77 será o futuro deles.
Esquisito né? Mas é o que torna interessante.

PRIMEIRO A LINHA TEMPORAL GERAL:

Aqui temos a História da Ilha por assim dizer. Os fatos se seguem de forma linear. No entanto é dicutível e difícil afirmar que sempre foi assim pois sabemos que grande parte dessa história envolve indas e vindas de personagens presentes em mais de um momento. Os eventos destacados em vermelho são deslocamentos temporais.

E, finalmente, vou utilizar a linha temporal de Jack Shephard pra que ele seja nosso Exemplo Vivo.

LINHA TEMPORAL DO JACK:

Por que usar o Jack como exemplo? Porque ele é um elemento interessado na mudança dos fatos.
Ainda não se sabe se isso é realmente possível mas ele quer tentar.

O que quero mostrar aqui é que mudar o futuro que ele Jack conhece não necessariamente vai impedir que o 815 caia. Digo isso pois o que acontece é que a viajem no tempo cria automaticamente um "eu-alternativo". No caso um "Jack Alternativo" [não estou me referindo a um fã de Los Hermanos ¬¬]. Esse Jack Alternativo pode levar uma vida independente da queda do vôo da Oceanic mas numa OUTRA LINHA.
Mesmo que ele conseguisse - seja com a Jughead seja de outro modo - impedir que o computador com os números fosse criado; impedindo assim o System Failure; e consequentemente o acidente do avião o ciclo seria inevitável.

Afirmo isso com toda segurança pois se o 815 não caísse uma primeira vez na Ilha, todos os acontecimentos pós-acidente que culminaram no encontro do Doc com a Mrs. Hawking e que o levaram de volta à Ilha não teriam acontecido. Sendo assim ele sequer poderia voltar para 1977 pra corrigir o processo.
Ou seja, pra mim, whatever happened, happened sim.

Isso tudo dá margem pra muita discussão. Mas na verdade a ideia é essa mesmo.
Pra nós resta esperar pra ver qual rumo LOST vai tomar: Rebobinar e começar de novo ou esquecer a "linha ruim" e seguir com "a bola pra frente" numa nova linha mesmo que isso signifique sacrificar tudo o que esses sobreviventes viveram? É verdade que o sofrimento foi grande, mas vínculos enormes foram criados entre eles e talvez esse elo seja mais difícil de romper do que uma uma linha do tempo.

Abraços a todos!

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