terça-feira, 2 de outubro de 2007

Entrevista com Evangeline e Elizabeth


O blogueiro DarkUfo, como sempre muito ágil, postou hoje scans da última edição da revista oficial de "Lost", com uma entrevista com as então atrizes de Lost: Evangeline Lilly e Elizabeth Mitchell, respectivamente Kate e Juliet. Além da entrevista a atriz Eizabeth deixou um pequeno depoimento demonstrando o carinho e admiração que sente pelo colega de elenco Jorge Garcia, quando perguntada sobre a cena em que sua personagem se encontra com Hurley, na praia, assim que retorna com Jack e Kate: "Eu acho que Jorge fez brilhantemente bem aquela cena. Ele foi engraçado e usou muito do coração. Ele pôde mostrar que o doce grandão estava ferido, que sua alma estava machucada com o que estava acontecendo com ele. Ele quase que quis sentar por ser adorável e gentil mas ao mesmo tempo ele tinha que proteger seus amigos. O humor dele é ótimo, o olhar que ele me deu quando falei "Tirei folga naquele dia" foi a melhor cena que eu já fiz" declarou. Assim como Elizabeth, Evangeline deixou seu ponto de vista sobre as diferenças em contracenar com uma mulher: "Há muitas coisas que você só pode fazer com o homem, há algumas dinâmicas que serão estabelecidas e elas ficam. Eu não sabia o quão forte isto era até eu gravar com mulheres. Eu percebi que existe um outro espectro de cores que eu nunca acho com os homens", explicou.

Gostou dos pequenos destaques? Eu pelo menos adorei assim como também achei a entrevista muito sincera e legal. Mas vamos ao que interessa, a brilhante entrevista você pode ler na íntegra e em primeira mão aqui, ao clicar no link abaixo.


Entrevista!

Livres das algemas que prenderam uma à outra, experiências e até amor pelo Jack conectam essas duas mulheres bem vividas. Evangeline Lilly e Elizabeth Mitchell exclusivamente relaxam e falam de “Left Behind”, seus tempos na ilha até agora, e o aterrorizante terceiro season finale.

Left Behind foi uma partr clássica na maratona Lost. Como que foi gravar uma contra a outra em grande parte do episódio?

Evangeline Lilly: Foi muito divertido. Uma das melhores coisas desse episódio foi que ele foi todo de menina. Eu gravei com uma mulher na ilha e gravei com uma mulher no flashback, o que eu nunca fiz antes – eu sempre gravo com homens.

Elizabeth Mitchell: Nós realmente trabalhamos da mesma forma, com isso tudo dá certo na hora. Tive um ótimo momento com Evangeline. Ter conhecido Evangeline melhor nesse episódio foi um dos destaques da terceira temporada pra mim. Ela é adorável – uma forte, inteligente e criativa mulher.

EL: Com Elizabeth, eu tenho o maior carinho por ela, ela é uma daquelas mulheres com um yin and yang muito íntegro. É muito excitante quando você se identifica um com o outro e você imediatamente pode fazer o seu jogo “A”. Você pode ir e saber que não vai falhar ou se tornar competitivo, rolar ciúmes ou raiva. Eu escrevi para a sala dos produtores mais ou menos assim: “Vai ser muito divertido! Vou contracenar com mulheres pela primeira vez!” Damon Lindelof escreveu de volta e disse: “Você pode agradecer a Elizabeth por isso porque ela escreveu esse episódio comigo”.

Como você lidou com os intensos momentos da ilha?

EL: Havia muitos movimentos nas cenas, era yin e yang. Eram duras, mas também legais e misteriosas. Nós tivemos a chance de ser suave, tímida e até adorável uma com a outra, algumas vezes.

EM: Nós somos duas atrizes muito fortes, é ótimo ter a oportunidade de ter personagens tão fortes também. Eu acredito que essas duas mulheres seriam amigas, Juliet é mais velha, mas não há muito que seja dissimilar entre elas. Elas têm muitas características iguais.

EL: Tem um momento que eu coloco o ombro de Juliet de volta no lugar, acabou que ficou latejando fortemente, mas se tivesse mais perto, vocês teriam visto o que realmente aconteceu entre nós – eu bati em seu ombro com força. Eu sabia que ia doer e queria que doesse. Mas quando ela começou a sentir dor, eu a peguei e segurei em meus braços e balancei. Ela estava chorando e eu estava tentando não chorar também. Foi um momento tão bacana que eu pensei: “Qual freqüência que vemos duas mulheres segurando uma à outra – não sexualmente – mas cuidando uma da outra nas telinhas?”

EM: Eu estava muito fascinada em vê-las juntas. Ver o lado metódico e impulsivo de Juliet, uma destemida Kate; eu acho que o casamento das duas foi muito interessante.

EL: No ensaio nós duas nos apaixonamos por uma idéia: aquelas duas mulheres que já se bateram, vão se conhecer emocionalmente, e quem odeia uma a outra, terão que encontrar uma forma de se preocupar porque são dois seres humanos precisando da ajuda, uma da outra.

EM: ... e isso foi muito divertido, mas também difícil! Eu me machuquei mais nesse episódio do que nos outros. Grande parte dele foi gravado à noite. Eu achei que muito tinha saído dessas duas mulheres, especialmente um monte de frustração da parte de Juliet.

EL: Eu acho que quando você está amarrado em outra pessoa, você não pode deixar de sentir compaixão com a outra pessoa, uma forma de se preocupar.

EM: ... e na forma dela, você sente como se Juliet estivesse falando a verdade, o que foi muito bom fazer. É divertido assistir a Kate responder uma outra mulher.

EL: Eu acho que se o monstro tivesse vindo e não importa quem fosse, nenhuma das duas teria deixado a outra ir. Nós teríamos tentado salvar uma a outra.

Apesar de existir problemas com confiança, parece que tem também um pouco de gentileza entre Kate e Juliet...

EL: Nós fizemos muitos momentos como esse que foram muito sutis e simples, e mostrar essas duas mulheres acabou encontrando um certo consolo entre elas.

EM: Eu acho que Juliet realmente gosta de Kate, mas ela vê Kate como uma mulher jovem, absolutamente.

EL: O que os produtores queriam era estabelecer uma coisa muito difícil e fria, então Juliet e Kate têm um lugar pra ir. Às vezes eu e Elizabeth estamos com planos diferentes dos dos produtores para nossos personagens – e a gente sempre faz essas coisas que eles não escrevem [risos]! Como quando elas tocam a fita e conversam se Kate está grávida, nós fizemos também um momento no finalzinho – Kate olha para Juliet e mostra para ela que está assustada. Ela sabe que a Juliet vai sacar isso. Houve uma coisa também que a Kate não poderia evitar e sim reconhecer que iria precisar da ajuda dela. Ela olhou pra mim com uma tristeza.

EM: A Juliet está com medo de outras coisas? Certo. Ela ainda é muito humana. Todas as coisas que os Outros fazem um com o outro numa base diária – que pode envolver romance. Ela está num lugar diferente, mas tem uma tremenda simpatia com isso. Ele acaba entendendo.

EL: Nós acreditamos, de longe, que existe uma camaradagem, Juliet olha para Kate com um tom de pena e compaixão e deseja ajuda-la. Kate olha para Juliet como se ela fosse uma mulher em quem pode contar e não tem muitas pessoas que Kate poderia fazer isso.

EM: Eu acho que a Juliet é como se fosse uma nerd que sacou tudo isso. Ela sabe que tudo isso não importa na verdade e vai fazer o que precisa fazer. Exista uma tremenda liberdade lá.

Como vocês reagiram com o final da terceira temporada? Na, e fora da ilha?

EM: O momento final foi assustador! Nunca foi visto. Eu acho que eles fizeram um ótimo trabalho para os fãs.

EL: Eu não tinha idéia de que isso iria acontecer! Eu não sou uma pessoa de sci-fi, ou uma fã de televisão, ou uma pessoa que se envolve nas teorias e as coisas por traz do seriado, mas eu gosto de seguir os personagens e as partes de emoção. Mas aquele foi o único momento em qual eu fiquei tonta e surpresa com a revelação.

EM: E para as pessoas que acreditam que os produtores não sabem o final – eles mudam massivamente e satisfazem muitos apetites que estavam famintos por uma coisa realmente dinâmica. Na verdade, eu gostaria de dizer que eu estou surpresa e horrorizada por não ter morrido! Eu pensei por um momento que eu iria morrer com um tiro e ser o final de Juliet. Num nível pessoal, foi muito gratificante. Eu tinha começado a fazer meus goodbyes e preparando presentes, então fiquei surpresa. Foi o melhor ano de atuação que eu tive.

EL: E a parte mais excitante de fazer o season finale foi que eu tive a chance de fazer outra Kate. Você nunca viu essa Kate antes. Ela e Jack estão totalmente mudados. São duas pessoas totalmente diferentes das pessoas que você conhece da ilha, e eu fico tonta pensando nisso.

Falando do Jack, o que você achou da estória se desenvolvendo entre Jack e Juliet nos últimos episódios, Elizabeth?

EM: Eu fiquei muito satisfeita em saber que a Juliet não estava mentindo para o Jack. Eu sinto que existe definitivamente uma conexão entre eles e se ela tiver que traí-lo, eu não quero que seja uma coisa obvia. Você não pode ter 99% das pessoas falando que ela não vai trair... e então descobrir que é verdade. É muito inteligente a maneira que eles fizeram. Eu amei saber que o Jack sabia o que estava acontecendo o tempo todo. Juliet aparece, e em sua própria maneira, salva o dia. Eu amei, apesar do Hurley na verdade ter salvado o dia – foi bacana.

O que você acha que eles vão fazer com a Juliet na próxima temporada?

EM: Eu sei que eles tinham que criar a Juliet primeiro, coloca-la na cabeça das pessoas e um pouco nos corações também, agora que ela foi colocada, eles podem contar outras estórias e isso é muito empolgante. Há muitas camadas para ela, eu quero saber até onde vai o negócio dela com Jack. Eu adoraria ver mais interações com a Sun. Juliet é uma desconhecida e eu acho que isso tira diferentes qualidades de outros personagens. Você conhece mais dos heróis quando os coloca na mistura. Vai ser um novo ano – então quem sabe. Eles podem começar com o clube do livro de novo...

O que você lembra sobre a gravação do último suspense, Evangeline?

EL: Eu fiquei horrorizada por estar nele. Quando a gente foi filmar, Jack Bender estava dirigindo e ele foi quem abriu as portas pra gente – quando ninguém da equipe estava por perto – e nos disse para filmar assim. Matthew e eu passamos muito tempo estudando a cena, estávamos muito empolgados com ela. Estavam assustados em fazer uma cena que todo mundo iria parar e perguntar: “O que?!” Todas as perguntas que a gente tinha, queremos que todos estejam perguntando. Nós nos sentíamos na melhor maneira para fazê-la duma forma em que faríamos as respostas sem responder as perguntas e, claro, todas as performances são sempre ambíguas. Nós estamos fazendo as respostas, mas você tem que compreender a performance para saber quais respostas elas são...



Legal, não!?

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