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quinta-feira, 19 de março de 2009

Guia dos "Sussurros" de LOST...

A LOST Magazine #19 traz uma reportagem com todos os momentos onde tivemos os misteriosos sussurros na série.

Então, deixo abaixo os scans feitos pelo LOST Spoilers e em seguida a tradução de todos os quadros...


Dia 12
Episódio: "Solitary"
Quem: Sayid
Onde: no caminho entre o abrigo de Rousseau e o acampamento na praia.
O que aconteceu: Sayid foi o primeiro dos sobreviventes a ouvir os sussurros. Depois de ser capturado, drogado, apanhado e eletrocutado por Rousseau, Sayid começou a voltar para a praia usando um galho como cajado. Então ele parou e os sussurros começaram a sua volta, vindos de todas as partes da floresta...

Dia 30
Episódio: "Outlaws"
Quem: Sawyer
Onde: Perto da tenda de Sawyer, na floresta.
O que aconteceu: Sawyer seguiu um javali que invadiu sua tenda pela floresta, mas ele o perdeu entre as árvores. Ao voltar para sua tenda ele foi surpreendido pelos sussurros. Ele não conseguiu ver ninguém, mas conseguiu ouvir a frase "Isso vai ter volta" - as últimas palavras de Frank Duckett, o homem que ele matou por engano em Sydney, pensando que era o golpista que enganou sua família.
O que ouvimos:"It'll come back around." ("Isso vai ter volta.")

Dia 44
Episódio: "Man of Science, Man of Faith"
Quem: Shannon
Onde: Próximo as cavernas
O que aconteceu: Sayid e Shannon se separam para prourar Vincent, ela cai e começa a ouvir os sussurros a sua volta. Olhando para frente ela vê Walt todo molhado e falando invertido.
O que ouvimos: "Don't push the button. Button bad." ("Não aperte e o botão. O botão é ruim.")[áudio invertido]

Dia 48
Episódio: "Abandoned" - "The Other 48 Days"
Quem: Cindy, Ana Lucia, Shannon, Mr. Eko, Bernard, Libby, Jin, Sawyer e Michael.
Onde: Próximo ao túmulo de Boone.
O que aconteceu: Os últimos sobreviventes da parte traseira do avião atravessaram a Ilha sem serem capturados pelos "Others". Assim que perceberam que a aeromoça Cindy havia desaparecido, os sussurros começaram. Enquanto isso Shannon teve visões de Walt e está procurando por Walt pela floresta. Ela ouve sussurros a sua volta e vê Walt colocando seu dedo na boca, pedindo silêncio. Ela corre atrás dele e acaba sendo baleada por Ana Lucia.
O que ouvimos: "Shhhh."

Dia 67
Episódio: "Live Together, Die Alone"
Quem: Jack, Kate, Sawyer, Hurley e Michael
Onde: Próximo ao tubo de saída das cápsulas da estação Pearl.
O que aconteceu: No meio do caminho até o acampamento dos "Others", Jack conta sobre a traição de Michael. Então, os sussurros começam. Kate, Sawyer e Jack apontam suas armas, mas não conseguem nada. Sawyer é atingido por um dardo elétrico, e enquanto Kate e Jack tentam fugir acabam atingidos também. Os sussurros param e Tom "Friendly" e os "Others" chegam e os levam.

Dia 80
Episódio: "Meet Kevin Jonhson"
Quem: Michael
Onde: Na sala de máquinas do cargueiro
O que aconteceu: Michael pega a maleta com a bomba e segue até a sala de máquinas do cargueiro para se suicidar e explodir tudo. Quando está quase apertando o botão ele ouve uma música (Mama Cass Elliot: "It's Getting Better") e alguns sussurros. Quando ele se vira, Libby está em sua frente.
O que ouvimos: Libby: "Don't do it, Michael" ("Não faça isso, Michael")

Dia 91
Episódio: "Through the Looking Glass"
Quem: Locke
Onde: Na tumba dos mortos da DHARMA Initiative
O que aconteceu: Locke foi baleado por Ben e deixado para morrer na tumba dos integrantes da DHARMA. Ele não tenta, mas não consegue se levantar. Locke alcança uma arma que está em dos corpos próximo a ele. Quando coloca a arma em sua cabeça um coro de sussurros começa e aparece Walt.

Dia 91
Episódio: "The Beggining of the End"
Quem: Hurley
Onde: Próximo a cabana de Jacob
O que aconteceu: Voltando pela floresta após terem feito contato com o cargueiro, Hurley começa a ficar para trás. Logo ele se perde do grupo, e é quando os sussurros começam. Hurley se vira e consegue ver a cabana de Jacob. Os sussurros param e uma luz se acende na cabana. Quando ele se aproxima e olha pela janela, vê Christian Shephard em uma cadeira de balanço.

Dia 94
Episódio: "The Other Woman"
Quem: Juliet e Jack
Onde: Próximo a estação Tempest
O que aconteceu: Enquanto procura por Daniel e Charlotte, Juliet começa a ouvir os sussurros. Ao virar para tentar descobrir de onde estão vindo, ela se dá de frente com Harper Stanhope, a esposa de Goodwin. Harper dá uma simples mensagem: "Pare Charlotte e Daniel a qualquer preço". Quando Jack encontra Juliet e Harper conversando, os sussurros começam novamente. Enquanto Jack e Juliet procuram a origem dos sussurros Harper desaparece.

Dia 99
Episódio: "Something Nice Back Home"
Quem: Miles
Onde: No local da morte de Rousseau e Karl
O que aconteceu: Sawyer e Claire estão voltando para o acampamento quando Miles e os faz parar. Miles consegue ouvir sussurros a sua volta, mas ninguém consegue ouvir. "Quem são Danielle e Karl?", pergunta Miles, pouco antes de se abaixar e descobrir os corpos enterrados no local.

Dia 101
Episódio: "There's no Place Like Home" (Parte 2)
Quem: Ben, Kate, Sayid e Keamy
Onde: Próximo ao helicóptero
O que aconteceu: Keamy e seu grupo tem Ben e Kate como reféns. Os sussurros começam a ser ouvidos em todos os cantos. Os "Others" surgem e começam a atacar Keamy e seus parceiros.

Dia 101
Episódio: "There's no Place Like Home" (Parte 3)
Quem: Michael
Onde: No cargueiro
O que aconteceu: Michael, Desmond e Jin estavam tentando evitar que os explosivos de Keamy matasse todos no cargueiro. Michael manda Desmond e Jin embora, enquanto tentar resfriar a bomba para não explodir. Quando o extintor que Michael está usando termina, surge entre os sussurros Christian Shephard. Christian diz que Michael "pode ir agora". Então o cargueiro explode.

Dia: Estamos em 2007
Episódio: "Namastê"
Quem: Sun e Lapidus
Onde: No complexo de Recrutas DHARMA
O que aconteceu: Sun e Lapidus chegam a Ilha principal a procura de Jin, sem saber que estão em tempos diferentes. A Vila está abandonada. Eles ouvem o Monstro na floresta e logo em seguida alguns sussurros antes de Christian Shephard aparecer em uma das instalações.

Uma coisa que pensei e acho bem legal fazer, é manter esse post sendo atualizado cada vez que um sussurro seja ouvido em algum novo episódio.

Grande abraço e namastê!

Leco Leite

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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

LOST Magazine - Cenas favoritas dos roteiristas...

A última edição da LOST Magazine traz, entre outras matérias, uma com as cenas favoritas de Damon Lindelof, Carlton Cuse e Brian K. Vaughan...

Damon Lindelof tem a cena entre Desmond e Penny, em "The Constant", como a favorita. Para ele, depois de toda aquela complexa viagem de Desmond pelo tempo, foi muito bom terminar o episódio com uma grande cena emocional entre os personagens.

"...fez meus pelos dos braços ficarem arrepiados..."

Carlton Cuse foi buscar sua cena em "There's No Place Like Home" e escolheu o momento em que Sawyer resolve saltar do helicóptero, mas sem antes sussurrar algum dos seus segredos para Kate.

"Senti uma mistura de emoções quando Sawyer sussurra seu segredo para Kate..."

Brian K. Vaughan adora escrever para Jeremy Davies, nosso Faraday. Ele escolheu a cena de abertura do episódio "Confirmed Dead", onde o helicóptero está caindo e Faraday é jogado para fora e temos uma visão de sua descida com o paraquedas.

"É sempre uma honra escrever para Jeremy Davies..."

E a sua cena favorita da 4ª temporada, ou mesmo de toda a série!?

Grande abraço e namastê!

Leco Leite

Fonte: Scanners no DarkUfo

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quarta-feira, 15 de outubro de 2008

LOST Magazine - Entrevista de Adam Horowitz e Edward Kitsis!

Contém pequenos spoilers!


Adam Horowitz e Edward Kitsis são roteiristas da série e deram uma entrevista bem legal para a LOST Magazine #19.

Tem pequenos spoilers, eles nem entram muito em detalhes dos episódios... Na verdade a entrevista é bacana para vermos que há uma expectativa entre os roteiristas da série nessa reta final.

Na Comic Con de San Diego, Damon e Carlton disseram que Locke e Jin seguiriam envolvidos na estória e que teríamos mudanças na estrutura da série. O que mais os excita nessas revelações?

Adam Horowitz (AH): Tem se falado muito que só restam pouco mais de 30 episódios e estamos muito excitados com a idéia de contar o final da estória. Depois dos flashfowards na temporada passada, este ano queremos encontrar uma nova fórmula interessante de explicar a estória.

Agora que vocês tem que contar o final da série, a hora de revelar tudo na série. Os roteiristas sentem medo desse momento? Nas temporadas passadas era suposto que tínhamos coisas imprecisas. Agora que tem que explicar tudo, a audiência pode ser crítica com a impressão geral da estória...

AH: Estamos assustados desde a 1ª temporada porque a série tem mudado constantemente. Esse tem sido o principal desafio dos para os roteiristas.

Eddie Kitsis (EK): E é isso que a torna tão divertida e desafiadora.

AH: Não como saber qual será a reação dos fãs, mas nossa intenção é que a audiência tenha confiança nos roteiristas enquanto os levamos ao lugar que eles querem.

EK: Para nós, estamos contando o que acreditamos ser a melhor estória e a que realmente nos excita contar. Tentamos escrever sem medo porque se pensar que os fãs podem gostar ou não, então você começa a questionar o que está escrevendo. A melhor coisa que fazemos é deixar isso de lado e tentar contar a melhor estória.

A 5ª temporada será interesante porque os roteiristas terão acabado todos os roteiros antes da série começar me Fevereiro de 2009. Será interessante ver como isso vai funcionar?

EK: Sim, é divertido poder acabar os roteiros antes da série começar e curtir o momento. Mas assusta no sentido de que não terá nada que possamos fazer depois, assim estaremos às cegas durante toda a temporada.

Agora que sabem que só tem uns 30 episódios, tem a sensação de que tem muitas estórias para contar ou está dentro do que era previsto?

EK: Ambas. Devo dizer que as vezes penso: "Minha mãe do céu, tem muita coisa pra contar, como vamos explicar tudo". Mas logo penso: "bom, está tudo dentro do planejado".

Que episódio escreveram juntos para a 5ª temporada?

EK: Escrevemos o 2º episódio da temporada.

O que mais você quer ver na 5ª temporada?

EK: Qual a melhor forma de não responder isso? Insira um desvio criativo aqui... (Risos)

AH: Acho que despois do final da temporada passada, estamos realmente entusiasmados em continuar as histórias que ali construímos.

Por último, quais as novidades entre os roteiristas nesta temporada?

AH: Estamos felizes e temos muita sorte de poder contar com Melinda Hsu Taylor e Paul Zbyszewski. São reforços incríveis para a equipe.
Traduzido a partir de: LOST Perdidos

Essa dupla de roteiristas sempre escreveram episódios juntos. Abaixo a lista dos episódios escritos por eles:

* "Born to Run"
* "Everybody Hates Hugo"
* "Fire + Water"
* "Dave"
* "Three Minutes"
* "Every Man for Himself"
* "Tricia Tanaka Is Dead"
* "Exposé"
* "D.O.C."
* "Greatest Hits"
* "The Economist"
* "Ji Yeon"
* "Something Nice Back Home"

Grande abraço e namastê!

Leco Leite

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sexta-feira, 4 de abril de 2008

Damon Lindelof na LOST Magazine!

Clique para ampliar
Screenshot: Leighton

Damon Lindelof participou da seção "Pearls Of Wisdom" da revista LOST Magazine, onde respondeu oito questões enviadas por fãs.

Como sempre, respondendo de forma divertida e enigmática, Lindelof esclareceu algumas coisas, mas sem soltar spoilers fortes...

Em uma das perguntas, Lindelof brincou dizendo que não tem amigos porque se recusa a contar o que é o monstro. Além disso, disse que se fosse um dos "Oceanic 6" seria Jack... por beber demais, chorar e salvar vidas, ou melhor, beber e chorar. Mas já é um começo!

Também falou que o romance está sempre acontecendo em LOST e que veremos o maior beijo da história da série ainda nessa temporada...
(Aposta particular: Desmond e Penny!)

Quando questionado sobre como decidem o que revelar em extras de DVD e BluRay, ele respondeu que o que vemos é o que sobra depois de tirar as partes onde ele não chora e chama pela mãe e a cabeça de Carlton não está fumando...

Porém, duas respostas foram bem interessantes...

Em uma, ele comenta sobre quatro pontos interessantes que devemos prestar atenção: o diáro de Faraday, os US$3,2 milhões que Miles pede (veja essa teoria), as máscaras de gás e... o verdadeiro trabalho de Richard Alpert!!!
(Com esses temas sendo abordados em apenas cinco episódios, dá para esperar muita coisa boa mesmo nesse final de temporada. Mais questões envolvendo o tempo, outro informante e purgação devem ser exploradas ainda... Não faço idéia sobre Alpert, mas espero que ele não seja um viajante no tempo...)

E também falou sobre os sapatos do homem que aparece na cabana de Jacob em "The Beginning of the End". Sabemos que aquele homem era Christian Shephard. Lindelof diz que devemos nos lembrar disso nessa reta final...

*************************

E acho as entrevistas dos produtores sempre ótimas. Eles conseguem fazer mais mistérios em suas respostas do que as que nos mostram na série.
Mas estão certos, ficar abrindo o jogo demais derruba aquilo que a série tem de marca registrada.

Uma coisa legal que tem na imagem é o email para enviar perguntas para essa seção da revista: voices@titanemail.com

Eu vou tentar enviar algumas...

Grande abraço e namastê!

Leco Leite

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quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Lost Magazine Entrevista - Michael Emerson e Tania Raymonde Parte 2

Olá pessoal, Felipe na área de novo com a segunda e última parte dessa maravilhosa entrevista concedida por Michael Emerson e Tania Raymonde, onde eles falam um pouco mais sobre suas expectativas e...mas deixemos que eles falem:


O que vocês acharam dos últimos momentos na ilha da 3 temporada?



TR – Eu não conhecia Mira Furlan, a não ser por cinco minutos antes de gravarmos a cena do reencontro entre Alex e Danielle! Por alguma estranha, cósmica razão, nunca nos encontramos mesmo quando trabalhamos nos mesmos episódios – nem mesmo nos encontramos no hotel. Foi realmente estranho, mas foi bom também porque me fez sentir como Alex se sentiria. Funcionou muito bem...

ME – Especialmente porque me torno um prisioneiro no final! De repente, eu estava passando meus dias com personagens que eu não tinha visto, como Rousseau. Foi interessante e divertido estar perto dela porque ali estou eu enfrentando um animal inimigo natural cujo filhote eu peguei. Ela tem alguns problemas sérios e é algo mais como um perigo visceral do que aqueles jogos mentais que eu costumo aplicar nos outros personagens. Mas, pelo mesmo fato, Ben parece saber levar uns socos e, rapaz, ele toma vários!

TR – Havia tanta coisa acontecendo no season finale, e havia tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, que aumentou a intensidade. Existem muitas perguntas não respondidas em relação a nós três que eu acho que elas serão respondidas na próxima temporada.

ME – Sobretudo, eu fiquei realmente impressionado com o valor de entretenimento disso tudo. É conciso e comprimido e tem um bom tipo de ritmo aí. Há algo de incansável na série, ultimamente, como se estivéssemos correndo em direção a um clímax inevitável.

TR – Acho que teremos mais de Alex e Danielle na quarta temporada. Penso que Danielle tem muito que explicar a Alex, especialmente porque ela demorou tanto a encontrá-la.

Como você reagiu quando viu o season finale ir ao ar?

TR – Eu adorei. O fato de sabermos que Jack, Kate, e talvez outros consigam sair da ilha foi muito importante. Fiquei extremamente surpresa.

ME – Esse final abrirá a série para tantas novas idéias e histórias que acho que a pressão aumentará sobre eles para acabar a série em 48 episódios!

TR – Foi muito triste para Charlie. Foi uma cena muito bonita e acho que nunca vi algo tão tocante na TV. Realmente gostei porque foi simplesmente poético e cheio de força pois a ilha estava levando-o embora. A ilha venceu sobre ela no fim. O tema água foi muito tocante, e fiquei muito triste pela perda.

Que tipo de histórias vocês gostariam de ver abordadas na próxima temporada?

ME – Acho que explorar mais sobre os Hostiles, Others e a subida de Ben ao poder – até chegar ao homem que ele é hoje. Não vejo a hora de expor nossas histórias pregressas.


TR – Acho que Ben, Alex e Danielle não serão uma família feliz por muito tempo. É muito importante para uma garota jovem conhecer sua mãe. No momento em que ela é confrontada com a idéia, e essa mulher estranha face a face com ela e dizendo ser sua mãe, foi um momento muito intenso. Acho que a parte mais importante da cena foi mostrar um choque de criança. Acho que Alex não poderia dizer ou fazer nada naquele momento, devido à surpresa daquela nova informação. Do ponto de vista de Alex, ela realmente só quer saber mais à respeito de Danielle, e deve haver uma razão que ela não revelou à ela!

ME – Também fiquei triste com as mortes de alguns Others. Aqueles são meus amigos e meu time! Não sei se isso significa mais isolamento para Juliet e Ben. Talvez ele estejam trabalhando para algum tipo de fusão? Eu gosto da idéia de que os náufragos e os Others possam estar se envolvendo em alguma batalha desesperadora contra uma terceira parte.

TR – Também estou curiosa para saber o que acontece com Karl. Tomara que Ben não o prenda mais!

ME – Eu penso que Ben é um monstro com uma causa. Os dois acampamentos levantaram-se um contra o outro e algo que poderia mediar esse conflito seria uma ameaça externa. Acho que é para onde estamos indo, com Naomi e seu telefone via satélite e seu navio misterioso estacionado ao largo da ilha. Será interessante ver isso. Também estou ansioso para entrar no território assombrado, agora que abrimos a porta para o sobrenatural.


Felipe Milano

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terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Lost Magazine Entrevista - Michael Emerson e Tania Raymonde

Olá pessoal! Felipe na área novamente, dessa vez com uma recente entrevista para Lost Magazine com Michael Emerson (Ben) e Tania Raymonde (Alex). Hoje publico a 1ª parte. Vamos a ela:



Lost Magazine – Como vocês se sentem em relação a 3ª temporada, onde seus personagens se tornaram muito mais expostos?

Michael Emerson –
Foi uma surpresa para mim, pois eu não tinha nenhuma expectativa de me tornar um personagem fixo em uma série – certamanete um convidado.


Tania Raymonde – Eu adorei que tudo aconteceu naturalmente. Alex começou a aparecer de novo no início da 3ª temporada e então a história a colocou na direção certa. Muita coisa aconteceu nesse ano e ela evoluiu muito.

Quais foram os maiores choques que vocês levaram nessa 3ª temporada?

TR – Acho que uma das mairores surpresas para mim, inicialmente, foi descobrir que eu era filha de Ben. Ao final da 2ª temporada eu achava que talvez eu fosse uma das pessoas vivendo com os Others, mas não imaginava ter qualquer ligação com Ben. Então, a partir do início do ano, isso deu mais peso ao personagem e eu fui capaz de achar um foco para a minha rebeldia: contra meu pai.

ME – Para mim, foi a cena na cabana de Jacob. Será que é possível haver pessoas mortas em um mundo onde todos estão mortos? Existem muitas camadas aqui. Eles intencionalmente decidiram colocar alguém naquela cadeira – eu vi em todo lugar na Internet, as pessoas congelaram o quadro paa ver a imagem. Ademais, tem a voz. Quem disse “me ajude”? o que significa tudo aquilo?

Apesar de existirem muitas questões não respondidas em relação à paternidade/maternidade de Alex, como vocês reagiram inicialmente à conexão ‘pai e filha’?

TR – Acho que ficamos ambos surpresos! Eu tinha lido o script e algumas pessoas mencionaram que talvez isso continuasse, mas você não sabe realmente até até ler as páginas.

ME – Bem, todos os dias eu leio o script ou me aprofundo em uma cena e penso, “Oh, não é bem o que eu pensei que fosse.”

TR – Quando comecei a fazer cenas com o michael eu pensei, “Isso é demais, pois me dá uma chance de trabalhar com Ben!”

...Que é uma pessoa bem assustadora, você não acha, Michael?

ME – Eu apenas tento representá-lo simples e fervorosamente, e então deixo as fichas caírem onde caírem. O quadro moral, ético e sentimental da série muda um pouco toda vez que eu represento. No entanto, eu sou um bom sofredor. Não sei se foi a minha criação católica ou sei lá, mas pra mim é fácil imaginar dor física!

TR – Eu acho que é isso que irrita Ben e também é o que ele gosta na Alex de uma maneira – ela é um personagem frustrante, intocável na perspectiva de Ben. Ela realmente consegue apertar os botões certos de Ben e, espero, não ser punida ao máximo, como outros do círculo poderiam ser. Essa é a coisa mais interessante e inspiradora em Alex, definitivamente.

ME – O problema com Ben é que eu tenho uma tendência a não pesquisar para atuar. Digo, mesmo se eu interpretasse uma figura histórica como Oscar Wilde – que eu interpretei – ou Henrique IV, você pode ler bastante a respeito, mas acaba não sendo proveitoso porque você é somente responsável pelo retrato que está no seu texto. Você não precisa saber muito sobre o Henrique IV real para interpretar Henrique IV de Shakespeare, porque tudo que você precisa saber é o que Shakespeare escreveu, basicamente. E isto tem me servido muito bem em Lost, entre as surras, as amarrações, os tiros e todo esse tipo de coisa.

TR – Acho que um dos maiores mistérios é como Alex se sente em relação a Ben. Apesar de tudo, acho que Ben realmente se preocupa com Alex. Eles obviamente tiveram um grande problema, mas apesar de tudo que Alex fez para irritá-lo eu acho que, de uma maneira estranha, ele a ama como um pai ama uma filha.

ME – Esse foi um elemento diante do qual eu tive que parar e pensar, “Ok, eu preciso colorir isso dessa forma agora. Este não é o mesmo Ben, o mestre do xadrez que temos visto o tempo todo.” Acho que sua impiedosidade é o seu desespero.

TR – Uma das coisas mais importantes para mim ao interpretar Alex é que eu adoro a coragem dela. Ela é extremada e tem muita coragem. Eu disse a mim mesma que ela acredita em tudo que está fazendo e ela vai fundo, 100%. Ela tem uma clara noção de certo e errado. Ela luta pelo que ela acredita e está tentando fazer o que é certo no contexto dessa loca vida na ilha que ela está vivendo.

ME – Esses elementos trazem ao final da temporada muita ferocidade e capacidade de melhorias.

Quais foram, na sua opinião, os seus momentos-chave esse ano, Tania?

TR – No início do ano, Alex tinha uma tendência de ficar fuçando por aí, tentando tirar informações de Jack, Sawyer e Kate. Eu aprendi muito com esses atores porque eles ficam tão à vontade com cenas de ação e como se movimentar em cena. Alex estava tentando fazer coisas sem que seu pai soubesse. A sua outra grande razão para agir foi que ela estava desesperada para encontrar seu namorado que havia sido capturado, Karl. Tudo foi crescendo e, com o passar da temporada, ela suspeitava ainda mais de Ben, questionando seus motivos e revoltando-se contra ele ainda mais. Eu achei Not In Portland um episódio muito singular. Houve muita ação, mas também houve cenas onde eu explicava o que eu estava fazendo – muita articulação e pedidos de ajuda. Depois ainda mais ação quando vamos resgatar Karl, mais aquela cena emotiva onde eu tenho que deixá-lo ir e ficar na praia com Juliet. Teve um pouco de tudo pra eu fazer em vários sets interessantes.
Em termos de momentos importantes para Alex, um deles é quando Sayid diz que ela parece muito com a mãe dela. Naquela situação Alex fica tão chocada ao ouvir alguém mencionar sua mãe que não tempo para reagir de acordo. Então a idéia começa a se fixar e tudo se permeia pelo resto da temporada. Obviamente, o reencontro de Alex e Danielle foi um grande momento para Alex também!

E para você, Michael?

ME – Mesmo quando ele estava na mesa de operação, Ben estava alguns passos na frente de todos. Fiquei feliz de ver que a mudança na personalidade de Ben foi recompensada. Não foi à toa que ele atirou em John Locke para retomar sua liderança solitária e querendo a vida simples e militante. Mas agora ele está todo embaralhado.
Todos os que trabalham na série ficaram impressionados com a força dos quatro ou cinco últimos episódios. Foi muito dark e com elementos de horror. Foi mais sangrento do que sequer podíamos esperar, mas de uma forma grandiosa. No episódio The Brig, onde eles voltam ao Black Rock com o pai de John Locke – que maneira incrível de amarrar duas estórias de uma vez só. Fazer os passados de Locke e Sawyer colidirem via Ben daquela forma e levá-los a um ponto moral para ver quem faz o quê, foi demais!
Acho que a Ilha ajuda na nossa performance, também. Não há nada como o Sol batendo em seu rosto ou poder ver 20 km mar adentro para dar uma perspectiva sobre a cena que você está interpretando. Se bem que, às vezes, te faz pensar que somos apenas humanos e que nosso meio de contar histórias é tão pequeno se comparado com a majestosidade dos arredores.

Felipe Milano

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