segunda-feira, 15 de março de 2010

Detalhes de "Dr. Linus"

Ótimo episódio assim como todos os outros centrados em Ben Linus até hoje!
"Dr. Linus" nos brindou com drama, ação, respostas e um final sensacional...
Nos cabe esperar pelo próximo e analisar os easter eggs desse sétimo episódio da temporada:

Um capítulo onde o tema que talvez seja o mais recorrente em LOST - Redenção - veio com força total mas pra um personagem que dificilmente esperaríamos: Benjamim.

É a aula vista no início do episódio, sobre a história de Napoleão e seu exílio na ilha de Elba, que centraliza a idéia e os conflitos sobre o seu protagonista.
Tal como o imperador da França, a grande perda de Ben estava associada ao declínio de seu poder na Ilha como "líder" dos outros. Sem esse poder ele se via não só impotente, mas insignificante.


(Clique nas imagens para ampliá-las!)


Esse tema é desenrolado no flash-sideway, onde vemos Dr. Linus, professor com doutorado em História Européia Moderna, encontrando dificuldades em lecionar em uma escola pública onde o seu diretor boicota seu clube de história e o deixa responsável por cuidar da detenção.

Em desacordo com os métodos desse diretor, Ben acaba por desejar obter seu cargo. E, ironicamente, quem "planta" essa idéia em sua cabeça, através de uma sugestão, é ninguém menos que John Locke. Personagens em situações diferentes e tramas paralelas que abordam o mesmo assunto... E, por fim, a questão das escolhas sempre se destaca.



Além de Ben e Locke, estão presentes no flash-sideway Artz, como professor de ciências, e Alex, como aluna aplicada por quem Ben parece ter grande apreço. Além de participar do clube de história, Alex pede ajuda a Linus em seus estudos para conseguir uma disputada vaga em Yale.


Não sei se vale aqui questionar como Rousseau e sua filha foram parar em Los Angeles mas sim ressaltar a importância de Alex para Linus; ela que é - em qualquer realidade - o elo maior dele com sua "humanidade".























Detalhe para a ilustração do livro, semelhante ao Black Rock.



Dr. Linus não aparenta somente ser um cara pacífico, mas cuidadoso e zeloso com... seu pai. Um tubo de oxigênio, trocado frequentemente por Ben, o ajuda a manter-se. Vale lembrar que, na ilha, Ben mata Roger intoxicado.
Desta interessante cena onde vemos um Roger Linus bastante envelhecido e de saúde frágil, ficam perguntas:
O que aconteceu durante a infância de Benjamin?
Teria sido diferente daquela cheia de conflitos com seu pai?
O passado deste "universo paralelo" se encontra em algum momento com o do "universo da ilha"?
O que aconteceu com a Iniciativa Dharma (sabemos que ela só teria sido submersa depois dos anos 70)
Interessante também ver Roger Linus desejar uma vida diferente para Ben... Talvez menos submisso?






No universo da ilha, a partir do contato com as cinzas de Jacob, Miles revela a Ilana quem o matou: Ben.




Hurley é, sem dúvida alguma, o personagem mais querido dessa série.




No acampamento da praia, três momentos:
- Mais uma questão dos fãs pronunciada na série: O 42 de Kwon refere-se a Sun, Jin ou aos dois?
São 6 os candidatos que ainda restam para substituir Jacob. A missão? Manter algum tipo de equilíbrio (do mundo?), enfatizado nesses últimos episódios pela balança, as pedras e a presença constante na série do branco X preto.




- Dois livros vistos por Ben: The Chosen, sobre dois garotos judeus que ficam amigos, apesar de terem vindo de mundos diferentes (e o título que é extramamente sugestivo); e Benjamin Disraeli (sem informações claras sobre este).

- Frank Lapidus era para ter pilotado o vôo 815 da Oceanic mas, segundo ele, dormiu demais pois o alarme não tocou. No final, a ilha terminou por "pegá-lo". Um diálogo para aqueles que, como eu, se empolgam com as belas construções que LOST consegue fazer entre livre-arbítrio e destino.




"Jacob foi o mais próximo que tive de um pai."
E com esse sentimento, Ilana deseja vingar-se de Ben.






E quem disse que os diamantes de Nikky e Paulo estariam condenados ao esquecimento? 8 milhões.








Dois grandes mistérios juntos.
Alguns já tinham levantado a bola - Richard Alpert teria chegado à ilha no Black Rock. É o que está subentendido em suas palavras ao dizer que, depois de todo esse tempo, nunca mais havia voltado ao lugar.
Ainda não sabemos por que Alpert não envelhece, mas sabemos que, ao seu tocado por Jacob, ele recebeu um tipo de dom que implicaria em ele não poder se matar.
Para Richard é uma maldição. Dedicou sua vida a um propósito e, ao saber da morte de Jacob, vê-se perdido. Deveria ter acreditado em Jacob? O que teria deixado de lado por esse propósito para então ter tão grande desilusão? "Não acredite no que Jacob diz."






E o que se espera além de uma súbita mudança de percepção de um homem que descobriu que talvez não tenha feito escolhas, que sua vida fora manipulada. E se todo o sofrimento vivido por ele pudesse ter sido evitado? E se sua vida fosse diferente? Ele não tem mais nada a perder, resta acreditar.
Jack parece começar a enxergar os propósitos que Richard passou a desacreditar. Jack, homem de fé?




Gostei da brincadeira.
Vâmo de novo?












Duas cenas que se cruzam retomando o foco inicial do episódio.
Uma espécie de redenção de Benjamin Linus.
A primeira, uma das cenas mais emocionantes da temporada. Um pedido de perdão de um homem confuso entre sentimentos e o propósito maior a que se dedicou. Aquele que foi capaz de sacrificar a filha em nome de alguém cujo rosto não conhecia. O grande manipulador que se sentiu usado; o líder, "nascido na ilha", que se viu perdendo o poder... Descobriu que a ira não foi válida, e de nada adiantava o poder se já tinha perdido o que lhe era mais importante.
Michael Emerson atuou brilhantemente. Seus enormes olhos expressavam cada sentimento e palavra do grande personagem que lhe foi presenteado e que é incorporado com tanta intensidade.




A segunda cena é o desfecho da chantagem feita por Dr. Linus ao diretor.
Enquanto, por um momento, todos pareceram certos de que o professor fizera a escolha característica do velho Ben - como se esse ser ambicioso e capaz de passar por cima de qualquer um residisse no seu âmago, como um traço genético ou instintivo - fomos apresentados a um homem desprovido de egoísmo, que pode ser generoso e fazer escolhas que beneficiem as pessoas certas.




Mais um quadro sugestivo.
Uma espécie de ilha. Sala do diretor.













Ben aceito; a dor de Ilana; o primeiro reencontro após o retorno à Ilha; o abraço feliz de Hurley e Sun; Ben solitário (temeroso pelas consequências de suas ações?)






Por último, Charles Widmore chegando à ilha.
Remetendo às grandes surpresas de final de episódio na primeira temporada, sua aparição fez renascer algumas questões deixadas de lado:
Irá ele se envolver diretamente na guerra que ele anunciou tempos atrás para Locke?
Saberemos qual a relação de fato de Widmore com a ilha e o por que da tentativa violenta de invasão pelo pessoal do cargueiro?
Seria ele a pessoa mencionada por Jacob a Hurley, que deveria chegar na ilha em breve ou esse aparecimento poderia ter relação com a frase "Eles estão chegando", dita por Jacob antes de morrer?
E quem sabe não veremos a inusitada situação onde Ben e Widmore lutariam do mesmo lado - se bem que Ben está com a turma do Jacob, e depois do exílio não acredito que Charles concorde com Jacob não.




É isso, pessoal.
Pedimos desculpas a vocês pelo atraso do post.
Infelizmente, as coisas andam bem atrapalhadas para alguns de nós. E este é o tipo de postagem que é feita com toda paciência e carinho. Assistimos novamente o episódio, capturamos imagem por imagem para depois agrupá-las bonitinho e, então, fazer os comentários.
Quase não tivemos Easter Eggs desta vez, mas deu para destacar os momentos interessantes do episódio.

Um abraço a todos,
Marina Andrade e Mario Toshio

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