sábado, 23 de agosto de 2008

Lost também é Cultura - 3

Esse demorou, trata-se do meu episódio favorito desta season. Sabe como é, quando a gente gosta fica difícil falar :P Com vocês, as referências de "The Constant", lisérgico como sempre, os episódios do brothaa são uma atração à parte.

A minha constante também é Desmond. **meus lencinhos



O primeiro destaque vai para o imponente Black Rock, 1848! Legal o ano, o navio estava carregando mercadoria ilegal, no caso, escravos e no resto do mundo, a excessão do Brasil, a escravidão já estava nos seus últimos dias, sendo assim, o tráfico de negros já era proibido. O mais interessante, no entanto, é a dica concreta de que a história da civilização da ilha, seus "pais fundadores" começa a ser contada. E também, acho, que se encaixa no Black Rock a redenção em Lost, começar de novo, pessoas com um passado criminoso, pesado, ou sem muito com o que se orgulhar. Então já começa o povoamento com os piores possíveis, os que privam o ser humano de sua liberdade. Maltratam, humilham, e por fim, matam.

Navios negreiros já eram proibidos.

Valis, o livro de Philip K. Dick citado no episódio anterior, Eggtown (e também aqui) é novamente lembrado. O protagonista da história recebe o "poder" de tudo conhecer, incluindo o futuro, o dom da onisciência, tal qual Deus. Acho uma referência deliciosa na série, essa eterna dicotomia entre Ciência e Religião. Nos faz pensar que em tempos modernos, colocamos as explicações racionais no mesmo patamar que as divinas. No fundo, sempre queremos um salvador :P

E lá vem ela de novo, a Bíblia, no diálogo entre Desmond e seu sargento, ele diz que teve um sonho.Também diz o mesmo para Daniel Faraday.

Daniel, nome bíblico que remete a um intérprete de sonhos: " Após três anos de disciplina e treino nas escolas reais, Daniel foi distinguido pela sua competência no campo da "ciência" do seu tempo, sendo, então, inserido na vida pública. Logo ficou conhecido pela sua capacidade em interpretar sonhos (Daniel 1:17 e2:14) e foi elevado ao cargo de governador da província da cidade da Babilônia, tornando-se no "Príncipe dos governadores" e sendo colocado sobre todos os sábios da Babilônia." (Wikipedia)



Neste episódio, a dupla Faraday-Desmond está unida não é por pouca coisa. Afinal, tal qual como o seu homônimo bíblico, é o físico maluco que ajuda o brotha a entender, interpretar e partir para a ação.

Ainda nos sonhos, Desmond conta para seu amigo dos tempos militares, Billy. Bom, pois Billy também é o nome do principal personagem de Slaughterhouse Five, de Kurt Vonnegut, um livro de ficção científica que trata, ora vejam só, de viagens ao tempo. Também virou filme.

Ao usar este livro, acho que os produtores desejaram não apenas discutir sobre as viagens , mas o fenômeno da projeção, que não deixa de ser uma "viagem ao tempo", quando você deseja ser outra pessoa e estar em outro lugar. Filosofia das mais pesadas em Lost. Adoro!


A versão em português: Guerra, condição humana e viagens no tempo

Seguindo com Faraday, ele dá as coordenadas a Lapidus, o famoso 305, a mesma informação que Mr Eko trazia inscrito em seu cajado : "Levante seus olhos e olhe para o norte - João 3:05".



Minkowsky no seu delírio diz que se viu numa roda gigante, em Cloverfield, filme de JJ Abrams, há essa "locação", última cena do filme.


Cloverfield mau

O endereço de Penny é 423 Cheyne Walk em Londres. A Cheyne Walk é badalada, astros como Keith Richards moram por lá. Conhecida também por ser uma rua histórica e cheia de bons pubs, Desmond vai adorar a vizinhança.

Boa vizinhança

Por hoje é só. O próximo é um dos mais fraquinhos, apesar da maravilhosa Juliet, The Other Woman. Mas há boas referências.


Danielle M

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