quarta-feira, 25 de junho de 2008

Movendo a "estrada" para a Ilha...

O blog LOST Portugal fez uma tradução muito legal sobre uma matéria publicada no site Popular Mechanics, onde especialistas tentam explicar eventos científicos de forma mais clara. Dessa vez a questão era sobre "mover a Ilha de LOST"...

Deixo abaixo a tradução da matéria e já adianto que tem muito do que acredito realmente nessas explicações. As exceções estão no último parágrafo, mas comento após o texto...

Em LOST, Ben moveu a Ilha - presumivelmente milhares de milhas. Será que ele o poderia fazer sem enormes acelerações que iriam obliterar todas as estruturas e matar todas as pessoas da Ilha? A resposta surpreendente, em física, é sim... bom, mais ou menos. O truque é que não se movimenta verdadeiramente a Ilha. Em vez disso, mudamos a sua ligação espaço-tempo com o resto da Terra.


O espaço e o tempo na teoria da relatividade são bastante flexíveis. A gravidade é uma manifestação disso mesmo. De acordo com a descoberta de Einstein, a presença de energia maciça distorce o espaço-tempo; o que percebemos como gravidade é apenas a curvatura do espaço-tempo. É essa a Teoria da Relatividade Geral, agora firmemente estabelecida graças a testes experimentais. O estranho comportamento do espaço-tempo (o fato de que dois gêmeos viajando em separado podem vivenciar diferentes porções de tempo, por exemplo) é verificado diariamente nos nossos laboratórios de física, utilizando partículas radioativas em vez de gêmeos. Eu próprio já o verifiquei.

Aqui fica um exemplo simples de como podemos mudar as distâncias sem movimento. A distância entre o Sol e a Alfa Centauro é de cerca de 4,3 anos-luz. Se um pequeno buraco negro passasse a meio dessa distância, os efeitos gravitacionais das duas estrelas seriam negligenciáveis - no entanto, a distância em linha reta entre as duas estrelas tornar-se-ia infinita. As duas estrelas não se moveram; ao invés, mudamos a natureza do espaço na região entre os astros. O buraco negro tem em seu redor uma infinitamente profunda distorção do espaço. Claro que, se queremos viajar de uma estrela para outra, vamos à volta - evitando o buraco negro.

Talvez já tenha lido algo sobre buracos de verme, esses objetos teóricos na atual teoria da relatividade. Ainda não temos conhecimento da existência de nenhum, mas parecem ser possíveis. Os físicos adoram jogar com o conceito. Eles podem conectar dois universos paralelos ou duas partes de um universo dobrado (um universo dobrado tem três dimensões espaciais que estão curvadas numa quarta dimensão espacial).

Para, em termos físicos, explicar o movimento da Ilha em LOST, vamos assumir que a Ilha está realmente conectada ao Pacífico Sul por uma distorção espaço-tempo semelhante a um buraco de verme (não tem de ser um simples buraco de verme, pode ser um conjunto de tubos paralelos e/ou que se intersectam). Para mover a Ilha, tudo o que temos de fazer é mover a ligação do buraco de verme, não a Ilha em si. É isso que penso que Ben fez. Ele mudou a natureza da ligação espaço-tempo entre a Ilha e o resto do mundo.

Então a Ilha não desapareceu, não se moveu. Imagine que está a visitar uma pequena cidade que costumava visitar quando era mais novo. Conduz durante milhas e milhas, mas nunca lá chega. A cidade não se moveu. Em vez disso, a auto-estrada agora passa à volta da cidade. Foi isso que Ben fez - ele moveu a auto-estrada.

Se isto estiver correto, explica o papel de Daniel Faraday, o físico. Pelas referências no seu quadro-negro e pelas suas experiências com o espaço-tempo, é claro que ele percebe de relatividade avançada e mecânica quântica. Ele insiste em viajar de e para a Ilha numa trajetória precisa de 305 graus - provavelmente para permanecer no centro do buraco de verme, que é algo como o buraco da agulha. Permanecendo no buraco da agulha, estamos bem - mas qualquer desvio embaralha por completo o nosso espaço-tempo (especialmente em buracos de verme complexos), explicando assim as estranhas excursões de Desmond no espaço e no tempo.

Penso que, tendo um buraco de verme real, este teria uma estrutura semelhante a uma esponja e, se percorremos e ficamos presos nesse contínuo espaço-tempo, então todo o tipo de coisas estranhas poderiam acontecer. O que aconteceria realmente é algo que não podemos prever, tal como os cientistas têm dificuldade em prever o movimento das ondas no oceano ou de uma vela sujeita a uma brisa. Essas coisas são simplesmente complicadas.

O final da quarta temporada fez também referência ao efeito Casimir. Este é um fenômeno bem conhecido em mecânica quântica e já foi medido experimentalmente. O efeito Casimir é a consequência do fato de o vácuo conter energia. Algumas pessoas especularam que poderíamos extrair energia infinitamente do vácuo. Eu penso que não, mas talvez esteja errado, e Ben tenha descoberto uma forma de o fazer. Suspeito que Ben seja também um físico - a única pessoa que descobriu como entender a ligação entre a teoria quântica e a relatividade, e como manipular esses conceitos - pelo menos em certo nível, tal como ele manipula as pessoas. É por isso que Charles Widmore está tão ansioso por capturar Ben vivo. Só o Ben compreende verdadeiramente a física da Ilha."


Eu acho que o caminho é mais ou menos por aí, só fico imaginando como veremos esse tipo de explicação na telinha. Não será fácil!

A única coisa que discordo é sobre o motivo de Widmore querer Ben. Tudo bem, Ben pode conhecer essas características (e deve mesmo!), mas não acho que ele seja também um físico.
Não acredito também que o Efeito Casimir seja tratado sozinho, mas acho que será a explicação para como tanta energia pode ser "transformada" para mover a Ilha e causar outros fenômenos...


Ainda estou devendo aquele post prometido sobre algumas questões que eu gostaria muito que fossem retomadas. Estou preparando...

Grande abraço e namastê!

Leco Leite

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